E se Fosse Consensual?

Recentemente, após um show musical, no interior da Bahia, duas adolescentes de 16 anos procuraram os jovens artistas, a fim de tirar fotos com eles. Solícitos, os rapazes sugeriram que as meninas entrassem no ônibus da banda. Animadas, elas aceitaram o convite.
Ao sair do veículo, perturbadas emocionalmente, ambas acusaram os membros do grupo de tê-las violentado: fizeram sexo sem preservativo, no banheiro do ônibus – um lugar esdrúxulo, infectado e fedorento. Por meio de advogados, os rapazes reconheceram que houve sexo, mas alegaram que foi “consensual”. O laudo da polícia técnica, porém, confirmou o estupro. Configurado o crime, a justiça seguirá o seu curso.
Mas, e se fosse consensual? Sexo em um banheiro de ônibus, sem preservativo, entre pessoas que não se conhecem, incluindo duas menores de idade, uma delas virgem…
Nada demais, diriam alguns, que a juventude é assim mesmo e abaixo a repressão. Acrescentariam, talvez, que sexo é uma brincadeira como outra qualquer, que os jovens têm mesmo é que aproveitar, pois a vida é curta e daqui nada se leva. Tudo muito normal, nos dias de hoje: sexo ocasional, desinibido e sem compromisso. E também frívolo, porco e superficial.
Contrário aos libertinos de plantão, acho que sexo deve ter amor. Se não tiver amor, que ao menos tenha respeito. E se o respeito faltar, que tenha, no mínimo, higiene. Mas bom mesmo é o sexo íntegro e integral, com amor, respeito e higiene. Não apenas consentido, mas, sobretudo, com sentido.

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