O Fim dos Sepulcros Caiados

Entrou em vigor, na Austrália, uma nova lei anti-fumo. Doravante, todas as marcas de cigarro serão vendidas em embalagens-padrão, sem direito a logomarcas atraentes. Em cada maço, apenas o nome do produto, em tipografia simples, acompanhado por textos de alerta e fotos grandes, mostrando o câncer e a gangrena, dentre outras doenças associadas ao ato de fumar. Aberto o caminho, diversos países acenam com medidas semelhantes.

Contrariadas, a British American Tobacco, a Imperial Tobacco, a Philip Morris e a Japan Tobacco tentaram barrar a iniciativa do governo australiano, alegando inconstitucionalidade. A Justiça, contudo, não acatou o pleito. Em uma guerra que está longe do fim, os promotores da vida venceram dura batalha contra os genocidas de aluguel.

A Deutsche Welle deu amplo destaque a esse feito histórico, mas outros sites jornalísticos simplesmente o omitiram (http://www.dw.de/australia-introduces-tough-tobacco-law/a-16422014). Hão de se retratar, se não forem reféns da indústria tabagista.

Os maços de cigarro sempre foram sepulcros caiados por fora. Na Austrália, pelo menos, eles agora deixam ver o que vai dentro. Prepare o estômago para as imagens fortes e procure por “australia cigarette packs” no seu buscador preferido.

2 ideias sobre “O Fim dos Sepulcros Caiados

  1. Eduardo Nunes

    Gostei da notícia, Cláudio.

    Propagandas atraentes de cigarro me parecem um problema quase tão grave quanto, por exemplo, a proibição da maconha. Só que na direção oposta.

    Esta solução adotada na Austrália me parece perfeita: o consumo do cigarro é legalizado e regulamentado.
    Mas sem as embalagens bonitinhas para chamar a molecada. Só há espaço pra mostrar a desgraça que de fato o produto causa.

    Sem proibir, e sem encorajar. Me parece o melhor caminho.
    Dizer a verdade ao consumidor, e deixá-lo livre pra escolher.

    Abraço,

    Resposta
    1. Cláudio Amorim Autor do post

      Eduardo,

      Grato pelo comentário inteligente.
      Quero acrescentar que a questão é complexa, porque não existe escolha estritamente individual: quando escolhemos, em geral afetamos a vida dos outros. No caso do cigarro, cada fumante (com raras exceções) será um ônus para o sistema de saúde e para o sistema previdenciário, além de sobrecarregar os entes queridos com problemas de saúde e, possivelmente, com uma morte precoce e sofrida.

      Cláudio.

      Resposta

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